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SALVAÇÃO
Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna.
- João 3:16

O QUE É A SALVAÇÃO?

A salvação é um livramento de perigo ou risco; mas, em um contexto religioso, é mais do que apenas um livramento espiritual da alma da condenação eterna; é também a restauração de uma herança: a vida eterna. Vida eterna não apenas em termos de duração no tempo, mas também em um estado de glória que Deus planejou para nós desde o próprio início da criação. Contudo, ao olharmos ao redor do mundo, vemos que ele está mergulhado em corrupção, violência, sofrimento e morte. Muitas pessoas contestam a existência de Deus com objeções como estas: “Como pode Deus permitir que tal mal persista? Por que Ele não intervém para detê-lo? Deus é onipotente ou é todo amor, mas não ambos. Onde estava o seu Jesus quando os inocentes sofreram? Por que Deus me ignora? Se existe um Deus, por que Ele simplesmente não se revela?”
Estas são apenas algumas das objeções mais comuns à existência de Deus. Mas será que a morte e o sofrimento realmente refutam a existência de Deus? A Bíblia explica claramente por que o mundo é desta maneira. Será que Deus é alguém que deve sempre fazer o que lhe mandamos? Nesse caso, Ele não seria Deus. Será que o nosso padrão de justiça é superior ao de Deus? Se Deus realmente interviesse para destruir todo o mal, será que “você” sobreviveria? Visto que Deus existe, será que se espera que Ele anule a lei de causa e efeito toda vez que tropeçamos? Será que Deus é responsável por nossas escolhas? Devemos culpar a Deus por todas as coisas ruins para que possamos levar o crédito por todas as coisas boas? Se formos honestos, não somos tão bons quanto gostaríamos de pensar. As coisas que fazemos, dizemos e pensamos: será que são todas puras e boas? Intuitivamente, sabemos que há algo quebrado dentro de nós, algo que explicaria nosso comportamento e conduta falhos na vida. Isso se chama PECADO. É uma condição corrupta do espírito, herdada por nós. O pecado é algo mais profundo do que a nossa natureza física e psicológica; ele é espiritual. Problemas espirituais exigem soluções espirituais. Podemos tentar melhorar nossa saúde física por meio de intervenção médica; podemos tentar melhorar nossa saúde mental por meio de amor e cuidado; mas o espírito requer um curador diferente: Deus. Nossa natureza espiritual quebrada e herdada é o que corrompe nossa mente e nosso corpo. Pense na natureza pecaminosa como um vírus de *software* que corrompe os programas e, por fim, destrói o *hardware*. Isso explica por que nossos pensamentos e ações nem sempre são puros — provando que nossa natureza pecaminosa está profundamente enraizada em nosso espírito. Então, por que Deus não pode simplesmente consertar tudo agora? Por que Ele não cura logo o nosso espírito? Mais uma vez, não podemos encarar a natureza pecaminosa herdada como algo material ou mesmo mental; especialmente no sentido de Deus nos forçar a ser curados contra a nossa vontade. Assim como a saúde física e psicológica requer o nosso consentimento — o mesmo se aplica, e com ainda mais razão, à nossa saúde espiritual. Diante de qualquer enfermidade, devemos primeiro examinar o problema, explicá-lo ao paciente e obter seu consentimento e cooperação para o tratamento. A cura espiritual é muito semelhante. Na raiz de todos os pecados reside um ego corrompido que busca a auto-gratificação e se opõe a todas as leis estabelecidas. Tornou-se popular a ideia de "melhorar a si mesmo", "maximizar o seu potencial", "perseguir as suas ambições", "trabalhar em si mesmo" e muitas outras expressões semelhantes. O resultado dessa busca pelo autoaperfeiçoamento tornou a nossa cultura mais egoísta do que nunca. (2 Timóteo 3:2-5) O ego é um abismo que jamais poderá ser preenchido por meio do consumo. A fama, o dinheiro, o prazer, o poder, a beleza e toda a indulgência da carne jamais conseguirão preencher o vazio em nosso espírito — um vazio que somente Deus pode preencher. De onde provém a violência? O que se esconde por trás do abuso, da negligência, da escravidão, do abandono, da coerção, dos relacionamentos destruídos, da degradação moral, das guerras, do crime e da corrupção? Estes são os frutos mortíferos de uma natureza pecaminosa enraizada no orgulho. Quanto maior o poder que alguém detém, maior será o impacto que essa pessoa exercerá sobre o mundo ao nosso redor. O orgulho é uma perversão da honra; enquanto a honra traz vida, o orgulho traz a morte.

O PROBLEMA DO PECADO

"Porque os resultados de uma vida que se entrega à sua natureza pecaminosa são bem conhecidos: a imoralidade sexual e a sensualidade, a ânsia insaciável de prazeres carnais; também o culto a ídolos, a prática de bruxarias; inimizades, disputas, invejas, irritações, ambições egoístas, sectarismos, falsas doutrinas; críticas e ódios que trazem a morte e o assassínio, bebedeiras e glutonarias, e outras coisas semelhantes, sobre as quais já vos disse, e repito, que os que as praticam e se entregam a elas nunca poderão herdar o reino de Deus." (Gálatas 5:19-21)
“Que é o homem, para que te preocupes com ele?
E quem é o filho do homem, para que te lembres dele? Apesar disso, fizeste-o um pouco menor do que Deus, e coroaste-o de honra e glória. Deste-lhe domínio sobre aquilo que criaste. Puseste tudo sob os seus pés:” (Salmos 8:4-6) Fomos feitos à imagem de Deus — para governar a Sua criação junto com Ele; contudo, devido à nossa natureza caída, é agora o pecado que governa o mundo e interfere na obra de Deus. Quanto maior a autoridade governamental ou o poder que uma pessoa alcança, maior o impacto que essa pessoa é capaz de exercer. Quanto mais tempo uma pessoa permanece no poder, mais bem ou mais mal ela será capaz de realizar. Alguns juízos pelos pecados se cumprem ainda durante a nossa vida, por meio da relação de "causa e efeito" — o que algumas pessoas chamam de "carma". Por exemplo: se negligenciarmos ou violarmos os limites de velocidade nas estradas — estabelecidos para a nossa própria proteção —, enfrentaremos uma penalidade imposta pelas autoridades de trânsito ou, pior ainda, colheremos os frutos da nossa desobediência por meio de um acidente que alterará o curso de nossas vidas. A Bíblia expressa esse conceito por meio da lei da semeadura e da colheita: se negligenciarmos ou deixarmos de ensinar à próxima geração a verdade que a ajudaria a evitar as dificuldades pelas quais nós mesmos passamos, ela acabará repetindo os nossos erros. A violação da ordem divina manifesta-se por meio de: famílias desestruturadas, relacionamentos arruinados, doenças, fome, destruição, angústia, depressão, miséria, pragas, guerras e, por fim, a nossa morte física e a degradação do nosso meio ambiente. Aqueles que negam a existência de Deus argumentam que Ele deveria impedir o mal; contudo, se assim o fizesse, estaria violando o nosso livre-arbítrio — a nossa liberdade de amar, de escolher, de agradecer, de nos alegrar e de viver. "Não se iludam: Deus não se deixa enganar! Toda a gente virá a ceifar aquilo que tiver semeado. Os que semeiam atos que resultam apenas de desejos e ambições humanas, virão a ceifar a corrupção. Mas os que semeiam coisas do domínio do Espírito, receberão do Espírito a vida eterna." (Gálatas 6:7-8). Causa e efeito; semeadura e colheita. Não apenas pessoas de grande poder exercem um grande impacto sobre nossas culturas, vidas e nosso meio ambiente; existem outros seres espirituais, com poder ainda maior, atuando por trás da dimensão física — no reino invisível — que provocam o caos em nosso reino físico por meio de influência sobrenatural. "Pois na verdade o nosso combate não é contra seres humanos, mas sim contra governos e autoridades, contra ditaduras que atuam nas trevas, contra verdadeiros exércitos de espíritos do mal nos domínios celestiais." (Efésios 6:12). Assim como nossas ações físicas e sociais produzem efeitos físicos e sociais, da mesma forma nossas transgressões espirituais impactam nossa vida espiritual. Os pecados exercem um forte impacto sobre nossa natureza espiritual e sobre nosso relacionamento com Deus, nosso Criador. "Agora escutem! O Senhor não é nenhum ser fraco que não possa salvar-nos, nem tão-pouco se está a tornar surdo! Ele ouve perfeitamente quando clamam a ele! 2 Mas o problema é que os vossos pecados vos separam de Deus! Por causa do pecado virou-vos a cara e já não vos ouve mais!" (Isaías 59:1-2).


DIA DO JUIZO

Muito em breve, todos os que já viveram serão trazidos de volta à vida para serem julgados diante de Deus. Jesus disse: “ Não se admirem! Vem até o momento em que todos os mortos ouvirão nas suas sepulturas a voz do Filho de Deus. E levantar-se-ão de novo; os que praticaram o bem, para a vida eterna, e os que continuaram no mal, para o julgamento." (João 5:28-29). Será, então, que isso significa que as pessoas serão julgadas com base em suas obras? Colocará Deus as nossas obras na balança da justiça para decidir o nosso destino eterno? Quantas boas obras deve um criminoso violento apresentar diante de um juiz para cobrir as suas transgressões? Quantas verdades você deve dizer para cobrir as consequências das mentiras que proferiu? Nenhuma boa obra — por mais grandiosa que seja — jamais cobrirá os atos malignos, especialmente aqueles cometidos contra Deus. Todo pecado que cometemos é, primeiramente, cometido contra Deus; depois, contra o nosso próximo; e, por fim, contra nós mesmos. Mesmo que não nos lembremos dos nossos pecados, ainda assim teremos de prestar contas diante de Deus. Se não enxergamos a destruição que os nossos pecados causam, é apenas uma questão de tempo até que colhamos os seus frutos. Não apenas as nossas obras são conhecidas por Deus, mas também as nossas palavras e os nossos pensamentos Lhe são claros em cada detalhe. “Quem sabe fazer o bem e não o pratica está a pecar.” (Tiago 4:17). Aqueles que têm a capacidade de mudar para melhor, mas deixam de fazê-lo por negligência, também enfrentarão a sua parcela do juízo de Deus. (Mateus 12:47-48). “Deus nos julgará por tudo o que fazemos, incluindo o que está encoberto, seja bom, seja mau.” (Eclesiastes 12:14). Todos nós prestaremos contas pelas nossas ações e também pelos nossos pecados no dia do juízo. Um bom juiz é avaliado pelo seu veredito justo, fundamentado em provas verídicas e na transgressão deliberada da lei. Deus nos concede vida, saúde, discernimento, oportunidades e recursos para cumprirmos a Sua vontade; a nossa falha, porém, constitui pecado. Os nossos pecados — tanto os intencionais quanto os não intencionais — estão registrados diante de Deus, no livro das obras, com todos os detalhes; e não há ninguém que possa escapar do Seu juízo. "Os mortos compareceram todos diante do trono, grandes e pequenos. E abriram-se os livros, incluindo também o livro da vida. Os mortos foram julgados de acordo com as coisas que estavam escritas nesses livros, cada um segundo as suas obras." (Apocalipse 20:12) A Bíblia fala do dia do juízo que se aproxima, o qual será acompanhado por severas calamidades naturais, diferentes de tudo o que o mundo já viu. Tudo isso culminará em uma aparição apoteótica de Jesus Cristo — o Filho de Deus — para julgar o mundo, conforme está escrito: "Então os reis das nações, os grandes políticos, os grandes chefes militares, os de grande poder e todos os escravos e livres, se escondiam nas cavernas e nas rochas das montanhas. E gritavam às montanhas e aos rochedos: “Caiam sobre nós! Escondam-nos daquele que está sentado no trono e da cólera do Cordeiro. Porque chegou o dia de ele fazer justiça com rigor. E quem poderá resistir e ficar vivo diante dele?" (Apocalipse 6:15-17)

A PENALIDADE PELO PECADO

"Estamos todos sujos, infetados de pecado. Quando fomos vestir aquilo que considerávamos os nossos valiosos fatos de justiça, vimos bem que não eram mais do que trapos imundos. Somos semelhantes às folhas de outono que murcham, secam e caem. Todos os nossos pecados, como um ciclone, nos arrebatam e nos levam." (Isaías 64:6)
Deus é um juiz justo e Ele garantirá que absolutamente nada seja deixado de fora em nosso veredito. Além disso, todos aqueles pecados que alguém cometeu ao longo de sua vida e pelos quais nunca foi pego pelas autoridades governamentais — serão plenamente punidos pelo próprio Deus. "Porque o salário que o pecado paga é a MORTE, mas de Deus recebemos a dádiva gratuita da VIDA ETERNA, por meio de Jesus Cristo nosso Senhor. (Romanos 6:23). O que é essa condenação de morte e quão terrível ela é? É uma condenação eterna; física, emocional e espiritualmente. A dor física da escuridão e da queima (Mateus 13:42), a dor mental do abandono (Lucas 13:28) e da desamparo, a dor espiritual da separação da vida e de nossa culpa eterna. Quer a condenação resulte em um estado eterno de sofrimento ou em uma lenta extinção da existência — a vida eterna ainda é um destino muito superior. Escolha a vida! Visto que a recompensa através de Jesus é um novo corpo incorruptível para a vida eterna — é lógico concluir que os condenados não herdarão nem um, nem outro. Muitas pessoas se opõem à fé em um Deus que daria aos condenados corpos incorruptíveis apenas para queimá-los infinitamente por pecados finitos. "Também Sodoma e Gomorra e as cidades vizinhas se corromperam como eles e se entregaram à imoralidade sexual. Essas cidades foram destruídas pelo fogo e são um aviso do fogo eterno que há de punir todos os maus." (Judas 1:7). Assim como Sodoma e Gomorra foram destruídas com fogo eterno — essas cidades foram permanentemente destruídas, mas já não estão mais queimando. Portanto, visto que os condenados não herdarão carne incorruptível, eles não poderiam suportar o sofrimento eterno. A condenação eterna é, na verdade, uma expressão do resultado final: a aniquilação da existência. "Nesse dia que estou a preparar, pisarão os ímpios como cinzas debaixo dos pés, diz o Senhor dos exércitos." (Malaquias 4:3)
Desde a queda no pecado, ocorrida no Jardim do Éden por obra dos primeiros seres humanos — é para isso que todos estão destinados após a morte: uma condenação sem esperança, separados de Deus. É dessa situação que necessitamos de salvação; contudo, para satisfazer a justiça de Deus em relação aos pecados, é preciso que um preço seja pago por eles. Mas que notícia terrível é essa! Como podemos chamar isso de Evangelho — as "boas-novas"? Agora, porém, que compreendemos as más-novas, estamos prontos para as boas-novas. O plano de Deus para a redenção da condenação do pecado teve início desde o princípio, pois Ele já havia previsto a queda no pecado.

ENCOBRIMENTO DE PECADOS

Ao longo da Bíblia, quando Deus escolheu a nação de Israel — por meio da qual traria o nosso Redentor —, Ele lhes deu instruções muito específicas para cobrir seus pecados por meio de sacrifícios de animais. Animais, quantidades e rituais muito específicos foram descritos detalhadamente para garantir que fossem válidos diante de Deus. Mas nem mesmo esses sacrifícios apagariam os pecados cometidos; eles seriam apenas cobertos — até que o Messias viesse para lavar o pecado. “Sendo o antigo sistema da Lei judaica apenas uma sombra dos benefícios que ainda estavam para vir, que não transmitiam a imagem exata das realidades espirituais, é evidente que esses sacrifícios, que se repetiam continuamente ano após ano, não podiam purificar perfeitamente os que se chegavam a Deus. Se assim fosse, um só sacrifício teria bastado. Os participantes no ato de adoração teriam sido purificados de uma só vez e nunca mais teriam tido o sentimento de culpa nas suas consciências. Esses sacrifícios, pelo contrário, vêm lembrar-lhes continuamente, todos os anos, o seu pecado. Porque é impossível que o sangue de bois e de bodes tire a culpa dos pecados.” (Hebreus 10:1-4)
Quando a Igreja Católica vendia indulgências para a remissão dos pecados, as pessoas encontraram uma maneira de abusar desse sistema. Elas compravam indulgências para pecados que sabiam já estar planejados, ou as compravam para pecados que planejavam cometer mais tarde, naquele mesmo dia. Algo semelhante acontecia na terra de Israel por meio dos sacrifícios de animais. As pessoas cometiam pecados sabendo que poderiam ir aos sacerdotes com sacrifícios de expiação por eles. Isso era mau aos olhos de Deus, e Ele os repreendeu por isso, dizendo: “Não continuem a trazer-me ofertas sem sentido; o incenso é para mim abominação. Já não suporto as festas inúteis que celebram pela lua nova, aos sábados e noutras assembleias solenes, sempre repletas de iniquidade. As vossas festas da lua nova e as vossas solenidades, a minha alma as aborrece; causam-me tanto nojo que já não as suporto. Daqui em diante, quando orarem de mãos estendidas para o céu, não olharei nem escutarei nada. Ainda que multipliquem as orações, não as ouvirei, porque as vossas mãos são as mãos de assassinos; estão manchadas com o sangue de vítimas inocentes. Oh! Lavem-se! Limpem-se! Que eu não vos veja mais praticar toda essa maldade! Acabem com a vossa má conduta! Aprendam a prática do bem; aprendam a ser justos, a ajudar os oprimidos, os órfãos e as viúvas. O Senhor diz: Venham então ter comigo e conversemos! Por mais profundas que sejam as manchas do vosso pecado, eu poderei tirá-las e tornar-vos tão limpos como a neve ao cair. Ainda que essas manchas sejam vermelhas como o carmesim, poderei tornar-vos brancos como a mais branca lã! ” (Isaías 1:13-18)
É possível realizar todos os rituais e obrigações corretos — mas, sem um coração transformado, trata-se de uma religião vã. Somos ordenados a cumprir as leis de Deus para termos uma vida santa e um futuro — mas, devido à nossa natureza pecaminosa, estamos fadados ao fracasso. “Mas o pecado usou esta Lei para que me desse conta de que existe em mim toda a espécie de desejos ilícitos! Se não houvesse Lei o pecado estaria morto. Por essa razão, se eu vivo sem Lei, não há conflito na minha consciência. Mas desde o momento em que aprendi a verdade, tomo consciência de que quebrei a Lei e de que sou um pecador, condenado a morrer. Portanto a Lei, ainda que tendo sido feita para me mostrar o caminho da vida, resultou num meio de me aplicar a pena de morte.” (Romanos 7:8-10)

A EXPIAÇÃO POR MEIO DE CRISTO

Então, como pode Jesus Cristo salvar? Seu sacrifício expiou o pecado de toda a humanidade de uma só vez, em um único homem — o homem Jesus Cristo. Como isso é possível? Todos os rituais e sacrifícios de animais pelos pecados eram apenas uma prefiguração, apontando para o Messias — o Ungido — o Cristo, que lavaria os pecados por completo.
Todo pecado que cometemos é contra Deus; contudo, Deus não pode simplesmente perdoar os pecados. O pecado deve ser punido segundo o padrão da lei de Deus (Romanos 6:23). Nenhum homem estaria disposto a morrer pelos pecados de outro homem — muito menos seria capaz de libertá-lo da escravidão da natureza pecaminosa. Deus é eterno e não pode morrer pelos pecados dos homens para salvá-los da condenação do pecado. Mas Deus, em Sua sabedoria, manifestou-Se em carne mortal — como Filho de Deus e Filho do Homem. "Com efeito, é uma profunda verdade aquela que a nossa devoção revela: Cristo veio à Terra como homem, recebeu o testemunho do Espírito em como era justo, foi contemplado pelos anjos, anunciado entre os gentios,
acreditado no mundo, e recebido na glória." (1 Timóteo 3:16). Jesus Cristo é o Único que nasceu de uma virgem — sem a semente do homem pecador, que carrega a natureza pecaminosa. Jesus Cristo, como Filho de Deus, foi capaz de tomar sobre Si a penalidade do pecado por toda a humanidade — gerações passadas e futuras. Jesus Cristo, como Filho do Homem, foi capaz de morrer uma morte torturante na cruz, satisfazendo assim a justiça da condenação de Deus para o pecado. Contudo, visto que Ele mesmo não tinha pecado próprio (1 Pedro 2:22), a morte não teve poder para retê-Lo (Atos 2:24). Jesus Cristo venceu a morte e ressuscitou dentre os mortos no terceiro dia, e está vivo hoje para interceder diante de Deus Pai em favor de todos aqueles que depositam sua confiança n'Ele e aceitam o dom da vida eterna (Romanos 5:8). “E se Cristo não ressuscitou então a vossa fé é inútil e vocês ainda estão sob a condenação por causa dos vossos pecados. Nesse caso, todos quantos morreram crendo em Cristo estão perdidos! E se a nossa esperança em Cristo é unicamente para esta vida nós somos as pessoas mais miseráveis no mundo. Mas o facto é que Cristo ressuscitou mesmo dentre os mortos e se tornou o primeiro entre os milhões que um dia voltarão a viver! Tal como a morte apareceu neste mundo por causa daquilo que um homem fez, assim também é por causa do que um outro Homem realizou que agora há a possibilidade da ressurreição. Cada um de nós morre porque pertence à descendência pecadora de Adão. Mas todos os que estão ligados a Cristo voltarão de novo à vida.” (1 Coríntios 15:17-22)
É por meio de Jesus Cristo que podemos ser salvos da ira de Deus pelos nossos pecados. A Sua ira foi derramada sobre Jesus Cristo, de uma vez por todas. “Ele tornou possível a nossa relação com Deus, pois por ele foram expiados não só os nossos pecados, mas os de todo o mundo.” (1 João 2:2) É-nos oferecida a reconciliação com Deus, a libertação da condenação eterna, a cura do nosso coração por meio do perdão e um relacionamento com o nosso Criador. Tudo o que você precisa fazer é crer — depositar a sua confiança em Jesus Cristo. A salvação é oferecida, mas não pode ser imposta a você contra o seu livre-arbítrio. Recebemos a salvação, primeiramente, por meio da aceitação da verdade de Deus. “Humilhem-se perante o Senhor que ele vos elevará.” (Tiago 4:10)

COMO SOMOS SALVOS?

"Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho, para que todo aquele que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna." (João 3:16)
A salvação em Jesus Cristo é o resultado de dois elementos: a expiação pelos pecados e a fé expressa daqueles que creem. Jesus Cristo entregou a Sua vida na cruz para tomar o nosso lugar diante da ira de Deus pelos nossos pecados (Isaías 53:12). Ele ressuscitou dentre os mortos para interceder no céu por aqueles que creem Nele (1 Coríntios 15:13-17). Jesus veio para redimir a todos — quer viessem a crer ou não — a fim de que tivessem a vida eterna (João 3:16); contudo, nem todos crerão e, portanto, nem todos serão salvos. Se não crermos, não seremos salvos.
Precisamos reconhecer os nossos pecados (Salmos 38:18), aceitar a nossa necessidade do perdão de Jesus Cristo, crer que Jesus expiou os nossos pecados (1 João 1:7), pedir-Lhe perdão (1 João 1:9), arrepender-nos dos nossos pecados (Lucas 13:2-3), dedicar a nossa vida por meio do batismo (Atos 2:38), tornar-nos Seus discípulos (João 8:31), dar frutos da nossa fé (Mateus 3:10; João 15:2) e perseverar na nossa santificação (Hebreus 10:10; Apocalipse 22:11) pelo poder do Espírito Santo que habita em nós (Romanos 8:9). No grande Dia da ressurreição — o Dia do Senhor — todos os crentes de todos os tempos receberão novos corpos incorruptíveis (1 João 3:2-3), aptos para estarem na presença de Deus; é nesse momento que a nossa salvação será plenamente revelada.
Pense na vida cristã como um noivado entre um homem e uma mulher. Há o evento do noivado, o período de noivado e, por fim, o casamento. Todas essas três etapas são — coletivamente — referidas como salvação.

BUSQUE A VERDADE

"Busquem o Senhor enquanto é possível encontrá-lo! Invoquem-no enquanto está perto!" (Isaías 55:6). Muitos problemas podem surgir da ignorância; o desconhecimento sobre algo que pode trazer vida e preservá-la — bem como questões relacionadas ao sucesso, finanças, relacionamentos, saúde, história e muitos outros problemas atuais — tem sua raiz em nossa falta de conhecimento e experiência. O primeiro passo para resolver um problema é reconhecer que existe um problema. Antes que um médico possa oferecer um tratamento, ele deve, primeiramente, identificar a enfermidade. Para identificar nossa condição espiritual, devemos, antes de tudo, considerar a verdade expressa por meio da Bíblia Sagrada ou por alguém que nos transmita essa verdade com amor e compaixão (Romanos 10:14). "A palavra de Deus é viva e eficaz. É mais penetrante do que uma espada de dois gumes, chegando à divisão da alma e do espírito, como que à junção de osso e medula. Ela é capaz de distinguir os pensamentos, as intenções do coração." (Hebreus 4:12). A palavra de Deus é comparada a muitas coisas ao longo da Bíblia; uma delas é um espelho. Ao observarmos nosso estado espiritual através do espelho da palavra de Deus, somos capazes de perceber o quanto necessitamos desesperadamente de Deus. "A tua palavra é como uma lâmpada que de noite ilumina o meu caminho." (Salmos 119:105). A palavra de Deus é um espelho e uma luz que nos revela quem somos, qual é a nossa condição espiritual e qual será o nosso destino — com ou sem Deus. Antes de pedirmos perdão a Deus, devemos, primeiramente, reconhecer nosso pecado e nossa falha diante d'Ele. Ao examinarmos o mundo ao nosso redor e observarmos como ele coincide com a verdade bíblica — escrita há milhares de anos sob a inspiração de Deus —, sentimo-nos impelidos a crer nela. A fé vem pelo ouvir (Romanos 10:14, 17) a verdade de Deus, a qual penetra em nossos corações (Hebreus 4:12) e em nossa consciência. "Desde a criação do mundo que os homens entendem e claramente veem, através de tudo o que Deus fez, as suas qualidades invisíveis: o seu eterno poder e a sua natureza divina. Não terão, portanto, desculpa de não conhecer a Deus." (Romanos 1:20). Jesus disse: "Examinam as Escrituras, porque creem que vos trarão a vida eterna, e são elas que apontam para mim." (João 5:39)

GRAÇA

"Porque pela sua graça é que somos salvos, por meio da fé que temos em Cristo. Portanto, a salvação não é algo que se possa adquirir pelos nossos próprios meios: é uma dádiva de Deus." (Efésios 2:8) O que é a Graça? A palavra Graça significa: dom imerecido, misericórdia, favor não merecido ou não conquistado.
A mesma palavra é usada para todas e quaisquer bênçãos que experimentamos diariamente ou ao longo do tempo. Deus derrama a Sua graça por meio da operação do ambiente natural que Ele estabeleceu: o clima, a saúde, as leis da natureza que permitem ao nosso planeta sustentar a vida e até mesmo o poder e a misericórdia de Deus que sustentam o fôlego de toda a vida — quer as criaturas façam a vontade de Deus, quer neguem a Sua existência. "...porque faz brilhar o Sol tanto sobre os maus como sobre os bons e manda a chuva cair tanto sobre justos como injustos.." (Mateus 5:45) A graça de Deus estende-se à expiação por meio de Jesus Cristo, a qual se aplica àqueles que creem no evangelho — as boas-novas. "Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho, para que TODO AQUELE que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna." (João 3:16) A graça também se aplica ao dom e à presença do Espírito Santo, que OPERA EM NÓS para nos conduzir ao arrependimento.
Esta palavra — graça — é também usada para descrever o poder de Deus agindo em prol da santificação de cada pessoa, por meio da Palavra de Deus. "Mas o que agora sou devo-o à grande bondade de Deus e à sua GRAÇA sobre mim, o que não deixou de dar resultado. Porque tenho TRABALHANDO mais duramente que todos os apóstolos, embora não seja efetivamente eu quem o faz, mas Deus que opera na minha vida pela sua GRAÇA." (1 Coríntios 15:10) Assim, a graça não é apenas o sacrifício expiatório de Jesus Cristo; é também a orientação de Deus em nossa santificação, por meio do Espírito Santo, à medida que caminhamos pela fé. Sem a graça, a nossa fé, o nosso arrependimento, a nossa obediência e a nossa santificação seriam impossíveis, seriam em vão, e nós deixaríamos de existir.
"Deixem que vos diga como o Senhor me fez feliz, como a minha alma se alegra em Deus! Porque me vestiu com o fato da salvação e me cobriu com a roupa da justiça! Sou como um noivo no seu fato de casamento e como uma noiva adornada com todas as suas joias." (Isaías 61:10)

FÉ

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Romanos 10:17). O que é a fé? A fé possui duas naturezas: ativa e passiva. A fé passiva consiste em aceitar a informação que recebemos como verdadeira — como verdade ou como um fato. A fé ativa consiste em agir com base na informação que recebemos.
A fé cristã expressa-se como um relacionamento com Deus, em vez de uma tradição. Os relacionamentos são edificados sobre a verdade e o amor, a fim de gerar confiança. Essa confiança é a nossa fé em Deus e em Sua expiação, a qual nos reconcilia com Ele. Deus nos oferece a Sua verdade em amor, e nós retribuímos esse amor por meio da nossa fé. E, assim como o amor sem ação é vaidade, a fé sem ação também é vaidade. "Mas queres saber, ó homem vão, que a fé sem as obras é morta?" (Tiago 2:20). O verdadeiro amor para com Deus transformará o coração do crente — esta é a nossa fé viva, uma fé que produz os frutos de um espírito renovado. Demonstramos o nosso amor para com Deus por meio da nossa obediência à Sua Palavra. Jesus disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15). Assim como os filhos honram seus pais por meio da obediência, nós também honramos a Deus por meio da nossa obediência à Sua Palavra. Se ninguém pode ser salvo pelo cumprimento da Lei, que mandamentos, então, estamos nós a guardar? Tratam-se dos mesmos dez mandamentos fundamentais que nos foram dados anteriormente; contudo, em vez de nos basearmos em nosso próprio esforço para obedecê-los perfeitamente visando à nossa salvação, nós os obedecemos movidos pelo nosso amor para com Deus, em atitude de gratidão. Os quatro primeiros mandamentos referem-se ao nosso relacionamento com Deus, ao passo que os seis mandamentos restantes dizem respeito ao nosso relacionamento com as outras pessoas — sejam elas crentes ou não. “Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porque não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Que diremos, então? Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum! Não sabeis que, a quem vos ofereceis como servos para obedecer, de quem obedeceis, desse sois servos; seja do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça? Mas graças a Deus que, embora tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, tornastes-vos servos da justiça. Falo em linguagem humana, por causa da fraqueza da vossa carne; pois, assim como oferecestes os vossos membros como servos à impureza e à iniquidade para a iniquidade, assim agora oferecei os vossos membros como servos à justiça para a santidade.” (Romanos 6:14-19).

ARREPENDIMENTO

Jesus disse: "Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do Espírito é espírito." (João 3:5-6)
Arrependimento — "mudar a própria mente". Isso descreve uma transformação da mente por meio da Palavra de Deus. O resultado disso é uma mudança de comportamento em relação ao pecado e à vontade de Deus.
"Lavai-vos, purificai-vos; tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer o mal;" (Isaías 1:16) "Deixe o ímpio o seu caminho, e o homem iníquo, os seus pensamentos; volte-se para o SENHOR, e ele terá misericórdia dele; volte-se para o nosso Deus, pois ele perdoa abundantemente." (Isaías 55:7) Um pedido de desculpas sem mudança de comportamento é apenas manipulação e um insulto a Deus. Se você feriu ou insultou alguém que o ama, você pediria perdão e continuaria a ofendê-lo? Se você o ama, você vai parar; se não parar de ofendê-lo, estará provando que não o ama. Se o nosso amor e a nossa gratidão não nos transformam, é sinal de que não nos arrependemos.
"E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que possais provar qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus." (Romanos 12:2) Não apenas deixamos de abusar da graça de Deus para pecar — ou de desobedecer aos mandamentos básicos sob a justificativa de que "já não estamos debaixo da lei" —, mas, pelo contrário, estamos mudando a nossa mentalidade em direção ao amor pelo nosso Deus e Salvador. A transformação da nossa mente, por sua vez, transforma o nosso coração por meio da humildade e da gratidão pela Sua graça para conosco — graça pela qual fomos redimidos. Quanto mais profundamente compreendemos a profundidade da nossa depravação da qual Deus nos redimiu, mais profundamente nos rendemos em gratidão a Deus e em compaixão por aqueles que vivem sem esperança. Jesus disse: “Aquele que tem os Meus mandamentos e os guarda, esse é o que Me ama. E aquele que Me ama será amado por Meu Pai, e Eu o amarei e Me manifestarei a ele” (João 14:21).
Ainda precisamos fazer uma escolha diária em relação ao nosso arrependimento. Nosso ego ainda está vivo e atuante dentro de nós, profundamente enraizado em nossa carne; e, embora nosso espírito seja vivificado pelo Espírito de Deus, nossa velha natureza pecaminosa continuará guerreando contra as coisas de Deus.
“Andai no Espírito, e jamais satisfareis os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito, e o Espírito, o que é contrário à carne; e estes se opõem um ao outro, de modo que não fazeis as coisas que desejaríeis. Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.” (Gálatas 5:16-18)
Tornou-se popular dizer que “Jesus fez tudo, Jesus pagou tudo”, como se estivéssemos renunciando a qualquer responsabilidade. Isso é Cristianismo liberal. Como se o arrependimento e a obediência à vontade de Deus não importassem, pelo fato de Jesus ter cumprido a lei. Sim, Jesus cumpriu a lei em perfeita obediência ao Pai, servindo como exemplo para seguirmos — e NÃO para sermos ouvintes passivos. (Tiago 1:25; Romanos 2:13)

BATISMO

O que é o Batismo? Considerando novamente a analogia do noivado — este seria o anúncio do noivado. Seria a declaração de uma mulher ao mundo de que está noiva de seu futuro esposo. Ela se comprometeu a casar-se com esse homem e, à medida que se apaixona cada vez mais por ele, transformará sua mente para priorizar seu noivo, portar-se com honra e dignidade, e deixar para trás qualquer coisa de seu passado que seja contrária à vontade do homem que ama. O amor é a resposta para muitas questões da vida.
O batismo nas águas é uma imersão simbólica na água e o ato de emergir dela. Simbolicamente, sepultamos nossa velha vida na sepultura e ressuscitamos para uma nova vida, tendo Jesus como nosso Senhor e Salvador. "Sepultados com Ele no batismo, no qual também fostes ressuscitados com Ele pela fé na operação de Deus, que O ressuscitou dentre os mortos." (Colossenses 2:12) O batismo é a nossa declaração pública de fé por meio do arrependimento. Um símbolo de compromisso em seguir a Jesus — de nos tornarmos Seus discípulos. E, assim como Jesus ressuscitou dentre os mortos, também nós teremos a mesma esperança de herdar a vida eterna na ressurreição. O batismo é também um anúncio público de que somos ungidos por Deus para cumprir a Sua vontade.
"Há também uma antítese que agora nos salva — o batismo; não a remoção da imundície da carne, mas a resposta de uma boa consciência para com Deus, mediante a ressurreição de Jesus Cristo." (1 Pedro 3:12) Messias significa Cristo, que significa "ungido"; é daí que deriva a palavra "missionário". Somos, portanto, cristãos — tendo sido ungidos por Deus para sermos santos, o que significa "separados" do mundo, para servir à Sua vontade e constituir a Sua nação.
"Amados, agora somos filhos de Deus; e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é. E todo aquele que tem esta esperança n'Ele purifica-se a si mesmo, assim como Ele é puro." (1 João 3:2-3) O batismo é uma decisão consciente do crente de entregar sua vida a Deus. Aqueles que foram batizados na infância ou em uma religião diferente precisarão ser devidamente batizados; contudo, o ideal é confirmar essa necessidade com um líder espiritual discernente de uma igreja. Antes de Jesus iniciar Seu ministério, João Batista surgiu para preparar a nação de Israel para aceitar seu Messias, dizendo: “Eu, na verdade, vos batizo com água para arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu, cujas sandálias não sou digno de carregar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. A sua pá já está em sua mão, e ele limpará completamente a sua eira e recolherá o seu trigo no celeiro; mas queimará a palha com fogo inextinguível.” (Mateus 3:11). João NÃO estava batizando as pessoas *na* água — mas *para* o arrependimento. O mesmo se aplica ao batismo do Espírito realizado por Jesus Cristo. “Pois, em um só Espírito, fomos todos nós batizados em um só corpo — quer judeus, quer gentios, quer escravos, quer livres — e a todos nos foi dado beber de um só Espírito.” (1 Coríntios 12:13). Nós NÃO somos batizados *no* Espírito — mas, sim, *pelo* Espírito — *no* corpo de uma única igreja. Todos serão batizados/imersos: ou pelo Espírito, no corpo da igreja, para a salvação eterna — ou pelo fogo, no lago de fogo, para a condenação eterna; a escolha é sua — escolha a vida!


DISCIPULADO

Uma vez que chegamos à fé em Deus, cremos na expiação que Jesus Cristo realizou por nossos pecados na cruz, confessamos nossos pecados com humildade, nos afastamos deles em arrependimento e declaramos ao mundo, por meio do batismo, que agora somos filhos de Deus — devemos continuar nossa caminhada como discípulos de Jesus. Pela graça, recebemos o Espírito Santo, que nos capacita a fazer a vontade de Deus, nos consola em nossas provações, nos ensina a discernir a Palavra de Deus, nos repreende para correção quando tropeçamos no pecado, nos impulsiona a amar nossos inimigos e muito mais. É o Espírito Santo quem vivifica nosso espírito morto — espírito morto que era escravo do pecado antes de nossa conversão.
O Espírito Santo não é uma força de Deus, mas o próprio Deus. "Chegai-vos a mim, ouvi isto: Desde o princípio não falei em segredo; desde o tempo em que isso aconteceu, eu estava lá. E agora o Senhor DEUS, e o seu Espírito, me enviaram. Assim diz o SENHOR, o teu Redentor, o Santo de Israel: Eu sou o SENHOR, o teu Deus, que te ensina o que é útil e te guia pelo caminho em que deves andar." (Isaías 48:16-17) Deus é Trino, o que significa que Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo estão em união como um único ser. Jesus disse: "Deus é Espírito; e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade." (João 4:24) Isso significa que adoramos a Deus em obediência ao Seu Espírito que habita em nós. Quando aceitamos a palavra de Deus como verdade divina e a seguimos sinceramente em nosso coração, mente, palavras e ações — estamos adorando a Deus com nossas vidas.
O discipulado deriva da palavra disciplina. Quão disciplinados somos em nossa fé? Estamos vivendo a vida cristã apenas nos fins de semana, feriados e ocasiões especiais — ou no dia a dia? Imagine só se o seu noivo quisesse passar tempo com você apenas nos fins de semana, apenas para receber bênçãos, apenas sob as condições dele, continuasse a sair com outras pessoas e o ignorasse em todo o restante do tempo — quanto tempo duraria esse relacionamento? Como alguém poderá alcançar o sucesso em qualquer habilidade, ofício, esporte, arte ou objetivo se apenas pensar a respeito e praticar ocasionalmente? Os mesmos princípios se aplicam ao nosso discipulado na fé. Em outras palavras: a fé é obediência disciplinada e confiança em nosso Deus.
Que informações consumimos? Com que pessoas interagimos? Como servimos aos outros — sejam eles crentes ou não? E quão consistentes somos? A Bíblia descreve claramente o nosso desempenho como os frutos do Espírito. "Mas o fruto do Espírito é amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança; contra estas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito. Não sejamos cobiçosos de vanglória, provocando uns aos outros, invejando uns aos outros." (Gálatas 5:22-26) Para que fique claro mais uma vez: não estamos conquistando a expiação, o perdão ou a salvação por meio de nossa obediência disciplinada — que é a fé; pelo contrário, estamos confirmando que somos cristãos genuínos.

SANTIFICAÇÃO

Jesus disse em Sua oração ao Pai: "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. E por causa deles eu me santifico, para que eles também sejam santificados na verdade." (João 17:17-19) Somos santificados — tornados santos — separados do mundo por meio do nosso conhecimento e obediência à palavra de Deus. Jesus disse: "Mas o Consolador, que é o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito." (João 14:26) Se não nos alimentarmos da palavra de Deus — o Espírito Santo não poderá nos fazer lembrar dela; isso nem sequer é lógico. Da mesma forma que não conseguimos nos lembrar, em uma prova, de uma matéria que não estudamos.
Uma vez que Deus regenerou o nosso espírito e renovou o nosso coração (Ezequiel 11:19), passamos a ter uma nova natureza habitando em nossa velha carne. "Porque a carne milita contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes se opõem um ao outro, de modo que não fazeis o que quereis." (Gálatas 5:16-18) O espírito e a carne guerrearão um contra o outro até o nosso último suspiro. Assim, mesmo quando tropeçamos no pecado por meio da tentação, sabemos que somos perdoados pela verdade de Deus, encontrada em Sua palavra e testemunhada a nós pelo Espírito Santo. "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Romanos 8:16). Deus é o nosso Pai, Jesus Cristo é o nosso mediador e o Espírito Santo é o nosso guia, habitando em nós. Agora, a lei de Deus está escrita em nossos corações — o amor a Deus e o amor ao próximo. O amor é uma expressão de cuidado para com alguém, sem esperar nada em troca. Quão grande é o amor de Deus? (1 Coríntios 13:4-8) "Mas Deus demonstra o seu amor para conosco pelo fato de que, quando ainda éramos pecadores, Cristo morreu por nós." (Romanos 5:8) “Deus é amor; e quem permanece no amor, permanece em Deus, e Deus nele.” (1 João 4:16)
Está escrito que “...somos santificados pela oferta do corpo de Jesus Cristo, feita uma vez por todas.” (Hebreus 10:10) Todos aqueles que, pela fé, aceitaram a expiação de Jesus Cristo são santificados. (Hebreus 3:14-15) Existem dias sagrados e sacramentos dos quais devemos participar, tais como o batismo (1 Pedro 3:21) e a comunhão (1 Coríntios 11:28); contudo, estes não são meios de salvação, mas sim uma expressão de nossa reverência diante de Deus. “Pois vocês são salvos pela graça, por meio da fé, e isto não vem de vocês mesmos; é dom de Deus. Não vem de obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9) Estes servem para nos santificar e constituem uma demonstração do nosso amor para com Deus e para com aqueles que Ele redimiu.
À medida que amadurecemos em nosso discipulado, desenvolveremos discernimento para a sã doutrina — por meio da qual somos ainda mais santificados — e nos tornaremos aptos a ensinar a outros. Como novos crentes em Jesus Cristo, sentimo-nos impelidos a compreender melhor a verdade de Deus. Vivendo nesta era moderna, temos acesso a mais informações do que qualquer outra geração na história do mundo. Uma dessas fontes é a Santa Bíblia. “Tenha cuidado consigo mesmo e com a doutrina. Continue nelas, pois, agindo assim, você salvará tanto a si mesmo quanto aos que o ouvem.” (1 Timóteo 4:16) Ao estudarmos a Palavra de Deus, dedicaremos também tempo à oração. A oração NÃO se limita a um lugar, horário ou postura específicos (João 4:24); no entanto, nossa vida de oração revela nossa reverência diante de Deus.

GLORIFICAÇÃO

"Visto como o seu divino poder nos tem dado todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, pelo conhecimento daquele que nos chamou à sua glória e virtude; pelas quais nos têm sido concedidas grandíssimas e preciosas promessas, para que por elas vos torneis coparticipantes da natureza divina, havendo escapado da corrupção que pela concupiscência há no mundo. E por isso mesmo, empregando toda a diligência, acrescentai à vossa fé a virtude; e à virtude, o conhecimento; e ao conhecimento, o domínio próprio; e ao domínio próprio, a perseverança; e à perseverança, a piedade; e à piedade, a afeição fraternal; e à afeição fraternal, o amor. Porque, se estas coisas existirem em vós e abundarem, elas não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo." (2 Pedro 1:3-8)
"Amados, agora somos filhos de Deus; e ainda não se manifestou o que havemos de ser, mas sabemos que, quando Ele se manifestar, seremos semelhantes a Ele, pois O veremos como Ele é." "E a todo aquele que tem esta esperança n'Ele, purifica-se a si mesmo, assim como Ele é puro" (1 João 3:2-3).
A glorificação é o estágio final da nossa salvação, quando a promessa da vida eterna será plenamente manifestada. Este é o tempo da primeira ressurreição; quando todos aqueles que morreram na fé serão ressuscitados para a vida em um novo corpo incorruptível; e aqueles cristãos que permanecerem vivos serão transformados em um novo corpo. (1 Coríntios 15:35-54) Quando Jesus ressuscitou dentre os mortos — Ele foi ressuscitado em um novo corpo que já não estava limitado às leis físicas às quais nós ainda estamos sujeitos. "Pois a nossa cidadania está nos céus, de onde também aguardamos ansiosamente o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo humilhado, para que seja conforme ao seu corpo glorioso, segundo a operação pela qual Ele é capaz até mesmo de sujeitar a si todas as coisas." (Filipenses 3:20-21)
Quando recebermos novos corpos glorificados no dia da ressurreição — somente então experimentaremos o cumprimento da nossa salvação; a esperança da vida eterna será manifestada. "E todos estes, tendo obtido bom testemunho por meio da fé, não receberam a promessa: havendo Deus provido algo melhor para nós, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados." (Hebreus 11:39-40). Em outras palavras, aqueles santos que entregaram suas vidas a Cristo e já faleceram ainda não entraram na vida eterna. Isso ocorre para que todos nós possamos entrar nela juntos, no dia da ressurreição, para a cerimônia de casamento — a nossa união com o nosso Criador. (Apocalipse 19:7)
Uma das muitas alegrias da glorificação será o reencontro com todos os santos que faleceram ao longo da história do mundo (1 Tessalonicenses 4:13-14). A salvação não pode ser conquistada por meio de obras; contudo, a Bíblia fala de tesouros incorruptíveis (1 Pedro 1:3-5) que cada um receberá de acordo com a sua perseverança em cumprir a vontade de Deus. "E, quando aparecer o Supremo Pastor, vocês receberão a coroa de glória que não desvanecerá." (1 Pedro 5:4)
Não apenas temos esperança na vida eterna após a nossa ressurreição, mas também em corpos transformados, aptos para estar na presença de Deus, e em muito mais que enriquecerá a nossa existência eterna. A vida eterna não diz respeito apenas à duração infinita da existência, mas sim a uma plenitude de paz, amor e alegria — aquilo que todos nós buscamos nos lugares errados. Deus criou a humanidade à Sua imagem para que estivesse em Sua presença; e, naquele grande dia, nosso relacionamento com Deus será plenamente restaurado: seremos filhos de Deus, cidadãos de um novo céu e de uma nova terra, uma só nação e uma só família.
"Pois todos nós devemos comparecer perante o tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, de acordo com o que praticou, seja o bem ou o mal." (2 Coríntios 5:10) Cada pessoa que entrar no estado glorificado receberá, em conformidade com isso, uma recompensa eterna.

AVISOS SOBRE APOSTASIA
A apostasia é uma preocupação muito séria para todo cristão. É um estado de negação, de rejeição da graça salvadora de Deus — provocado por tentações, adversidades, enganos e dúvidas — que pode nos levar a cair na desobediência, no pecado, na rebelião e na morte.
"Sede sóbrios, vigiai; porque o vosso adversário, o diabo, anda em redor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem nos vossos irmãos que estão no mundo." (1 Pedro 5:8-9) Nossa declaração ao mundo, como filhos de Deus, também atrai a atenção de seres malignos na dimensão espiritual — seres que, devido à sua própria rebelião, não podem ser salvos da mesma forma que nós, que fomos criados à imagem de Deus. Esses seres não descansam e trabalham incessantemente para arruinar o maior número possível de vidas, especialmente as daqueles que depositaram sua confiança na esperança da salvação por meio da expiação de Jesus Cristo.
"Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor." (Romanos 8:38-39) Outro ataque externo que enfrentamos como cristãos é a vaidade da vida cotidiana, que nos distrai de buscar a vontade de Deus para nós. Nossos empregos, carreiras, negócios, *hobbies*, entretenimento, educação, família, amigos e outras tribulações da vida exercem um forte impacto sobre a nossa fé. Devemos superar essas lutas para que nossa esperança de salvação possa ser plenamente concretizada. Outras adversidades da vida — como desastres naturais, instabilidade política, guerras, doenças, discriminação, perseguição e a morte de entes queridos — também exercem um impacto muito forte e podem, de fato, abalar a nossa fé nestes tempos difíceis.
"Ninguém vos engane com palavras vãs; porque por estas coisas vem a ira de Deus sobre os filhos da desobediência. Portanto, não sejais participantes com eles." (Efésios 5:6-7) O engano é outra ameaça grave que pode influenciar o comportamento do crente. "Cuidado com os falsos profetas, que vêm a vocês vestidos de ovelhas, mas interiormente são lobos vorazes. Vocês os reconhecerão pelos seus frutos..." (Mateus 7:15-16) Somos constantemente lembrados de vigiar, estudar as Escrituras e examinar a nós mesmos espiritualmente, para garantir que estamos firmados na sã doutrina e que a seguimos fielmente. Se vivemos em desobediência por estarmos enganados, ainda assim somos responsáveis por nossos pecados. "Toda árvore que não produz bons frutos é cortada e lançada ao fogo" (Mateus 7:19; João 15:1-2). Se vivemos em desobediência deliberada, então esse pecado é ainda mais grave. Somos salvos pela graça, mediante a fé; contudo, se retrocedermos, o problema não é a falta de graça da parte de Deus, mas sim a nossa falta de fé. Pois, de todos os israelitas que Deus chamou para sair da escravidão egípcia e herdar a Terra Prometida, uma grande maioria não chegou a entrar nela. Mas por quê? Por causa de sua desobediência e ingratidão. Eles não buscavam amar a Deus por quem Ele é, mas apenas obter o que desejavam. Muitos de nós, da mesma forma, abandonaríamos um relacionamento com alguém ingrato e manipulador. Jesus chegou a dizer aos Seus discípulos e seguidores: "...se não se arrependerem, todos vocês perecerão da mesma forma." (Lucas 13:2-3)
"Pois, se pecarmos deliberadamente depois de termos recebido o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas apenas uma terrível expectativa de juízo e de fogo vingador que consumirá os adversários." (Hebreus 10:26) Depois de nos tornarmos cristãos, ainda tropeçaremos no pecado de tempos em tempos; contudo, se continuarmos a pecar intencionalmente, é apenas uma questão de tempo até que o Espírito Santo, que habita em nós, pare de repreender nossos corações endurecidos. Todo pecado que cometemos é um pecado pelo qual Jesus Cristo morreu para nos redimir. Como podemos continuar a ofendê-Lo? Se o seu noivo ou noiva continua intencionalmente a ignorar, desobedecer, desonrar, insultar e ofender você e sua família, é muito provável que o casamento seja cancelado. "Ora, o justo viverá pela fé; mas, se alguém retroceder, a minha alma não terá prazer nele..." (Hebreus 10:38) Além dessas forças externas, temos nossas batalhas internas a vencer para permanecermos fiéis a Deus. Estes versículos, e muitos outros semelhantes, revelam que existe uma possibilidade real de retroceder da fé rumo à condenação. Se uma noiva, por alguma razão, mudasse de ideia quanto ao casamento com seu noivo e abandonasse o compromisso — o noivo não a forçaria a se casar com ele. Agir de outra forma violaria o livre-arbítrio dela. Amar verdadeiramente alguém significa que esse amor deve ser oferecido livremente. Nós, como igreja, somos um grupo coletivo de cristãos que estão — de certa forma — noivos de Jesus Cristo, que é o nosso Noivo. É fundamental que honremos a Deus de modo condizente, como: Deus, Pai, Salvador e Senhor. "...Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição, mas dos que creem para a salvação da alma." (Hebreus 10:39) "Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, para que ninguém caia seguindo o mesmo exemplo de incredulidade." (Hebreus 4:11)

SEGURANÇA ETERNA
"Ora, Aquele que nos confirma convosco em Cristo e nos ungiu é Deus; o qual também nos selou e nos deu o Espírito em nossos corações como garantia." (2 Coríntios 1:21-22) Como cristãos, somos ungidos por Deus com a presença do Espírito Santo habitando em nós — para nos capacitar a viver em santidade; para sermos Seus filhos, a fim de podermos herdar a vida eterna. Uma vez que recebamos a promessa de nossa glorificação por meio da ressurreição no fim dos tempos, nossa salvação será então completada, juntamente com a de todos os crentes que já viveram. (Hebreus 11:39-40)
Jesus disse: "As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu as conheço, e elas me seguem; e eu lhes dou a vida eterna, e jamais perecerão; e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém as pode arrebatar da mão de meu Pai. Eu e o Pai somos um." (João 10:27-30) Como cristãos, compreendemos que nenhuma circunstância externa pode bloquear diretamente o caminho da nossa salvação — embora possam constituir forças de oposição muito poderosas. Nossa submissão a Deus nos capacita a receber o poder para superar quaisquer desafios que enfrentaremos ao longo de nossa vida.
"Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua grande misericórdia, nos gerou de novo para uma viva esperança, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos; para uma herança incorruptível, incontaminável e que não se pode murchar, guardada nos céus para vós; que sois guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação que está pronta para ser revelada no último tempo." (1 Pedro 1:3-5) Enquanto nossa salvação não se manifesta plenamente, caminhemos fielmente em humildade, paciência, gratidão, amor, verdade e santidade.

"Mas vós, amados, edificando-vos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo para a vida eterna. E compadecei-vos de alguns, fazendo distinção; e a outros salvai com temor, arrebatando-os do fogo; odiando até a veste contaminada pela carne. Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeçar e para vos apresentar irrepreensíveis, com alegria, perante a sua glória, ao único Deus sábio, nosso Salvador, seja glória e majestade, domínio e poder, agora e para todo o sempre. Amém." (Judas 1:20-25)
Como está escrito: “Hoje tomo o céu e a terra por testemunhas contra vós, de que pus diante de vós a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhei, pois, a vida, para que vivais, tu e a tua descendência;” (Deuteronômio 30:19).
"Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem." (1 Timóteo 4:16)
ESCOLHA A VIDA
Modelo de Oração
Pai nosso que estás nos céus, venho a Ti em nome de Jesus Cristo. Pequei contra Ti e agora busco o Teu perdão por meio de Jesus Cristo, que tomou sobre Si os meus pecados e morreu em meu lugar. Dá-me um novo coração para amar e perdoar os outros. Revela-Te a mim em minha vida por meio da Tua Palavra e guia-me com o Teu Espírito para fazer a Tua vontade. Fortalece a minha fé e traz a Tua paz e a Tua bênção, para que eu possa fazer a Tua vontade. E que o Teu nome seja louvado para sempre. Amém.